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Procurando o novo DNA da TV paga
As audiências de TV paga na América Latina estão mudando e os canais estão se ativando. Apénas falta saber que deparará à torta publicitária e às operadoras de cabo assim que finalizada a transformação.

A TV paga na América Latina -e porque não, no resto do mundo- hoje sobrevive graças aos diferenciais que oferece através dos seus pacotes Premium. O que antes sustentava a toda uma rede de assinantes deixou de ser rentável o mesmo dia em que os usuários demandaram melhoras tecnológicas na oferta. Assim, o HD, VOD, DVR e demais surgiram como serviços de valor agregado para assinantes com maior poder aquisitivo e maior poder de sustentar o investimento tecnológico dos próprios canais e do operador.
E é que a TV paga sempre foi apontada para o target ABC1, lares de nível socio-económico alto que podiam custear ter uma oferta de entretenimento além do que oferecía a TV aberta dos seus paises. Mas todo muda. A bonança económica que usufrui a região conseguiu que as classes médias e médias-baixas acessassem a um maior poder aquisitivo e, assim, começaram a consumir TV paga. E é exatamente isso o que está mudando o espectro da oferta a nível regional.
O jornal La Nación da Argentina publicou no domingo dia 19 de junho uma interessante matéria onde comenta esse fenômeno desde uma das suas consequências: a desaparição dos subtítulos nos pacotes básicos da TV a cabo no pais. Dentro da matéria o jornalista Marcelo Stiletano argumenta que o ascenso económico das classes C na região tem derivado numa maior demanda por conteúdo dublado ao espanhol em detrimento daquele subtítulo.
Mesmo assim são os próprios canais os que tem decidido oferecer conteúdo dublado dentro de pacotes básicos -e mais económicos- virando aos subtítulos num benefício Premium para clientes mais endinheirados. Assim, o que no começo da era do cabo foi um dos seua maiores benefícios -o subtitulado no lugar da dublagem habitualmente utilizado na TV aberta- agora sume no mar de extras que oferecem os pacotes Premium.
Os canais argumentam que é uma maneira de recuperar liderança ante uma audiência ABC1 que emigra para pacotes Premium tentada por serviços como HD e o VOD. ¿O qué tem os operadores de cabo que estão passivamente mudando seus pacotes? Precissamente é a quem mais serve essa muda, já que as mesmas poderiam ver um aumento nos seus ingressos ao estar oferecendo um benefício mais em pacotes mais custosos. Mas o “tirar” benefícios dos pacotes básicos poderia ser um grave erro: ninguém quer começar a pagar pelo que antes era de graça.
A nova audiência do cabo latinoamericano ainda está em fraldas e se-formando ante o ascenso económico das suas classes mais caracteristicas. Mesmo assim, esse próximos tempos serao cruciais para começar a compreender seus novos hábitos, costumes e preferências. A procura por mais conteúdo dublado é apénas um primeiro passo com certeza experimental que povavelmente mude o DNA do espetador da TV paga latinoamericano, revolucionando o bolo publicitário e às operadoras de cabo no caminho. Sem dúvida é o momento para ficar atento a essas mudas.






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