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Eduardo Zuleta: “O mercado brasileiro vai ser muito importante para AMC em 2018”

07/02/2018

Notícia publicada em 7 de fevereiro de 2018, no Señal Internacional

O presidente da AMC Networks International, Iberia & Latin America falou da expansão da empresa no Brasil, seu posicionamento na região e o desempenho no grupo em 2017. 

Depois de chegar na América Latina em 2014, a AMC Networks International só tem crescido no território, mostrando números muitos superiores aos da média do mercado. Ainda que, agora, já não é mais uma empresa nova na região, seu rendimento continua aumentando e fica mais forte a cada ano que passa, utilizando novos conteúdos e novas operações regionais. 

Em seus mais recentes resultados de audiência, reportados pela Kantar IBOPE Media, o portfólio de marcas da AMC mostrou um aumento em toda a região de 21% em horário nobre, nos adultos entre 18 e 49 anos; ao contrário do mercado da TV Por Assinatura em geral, que caiu 2%. No ano passado, todos os sinais da empresa mostraram aumentos interanuais de sintonização de mercados chave da região. 

“O 2017 tem sido um ano de grande crescimento para nós, o terceiro de crescimento consecutivo. Esse aumento que tivemos em audiência, distribuição, receita e vendas, deve-se a uma forte aposta que fizemos pelos conteúdos internacionais que são transmitidos pela AMC e Sundance, as locações que produzimos para El Gourmet e Más Chic, e os conteúdos mais exclusivos e originais que fazemos para Film & Arts e Europa Europa. Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos com nossos canais”, afirmou Eduardo Zulueta, presidente da AMC Networks International, Iberia & Latin America, para Señal Internacional. 

Embora a AMC tenha crescido significativamente, ainda tem um grande desafio na frente: estabelecer-se no populoso mercado brasileiro, até agora esquivo para a empresa. “Acabamos o 2017 fechando um importante acordo de distribuição com NET no Brasil, território onde tínhamos um buraco. A história de nossa empresa em América Latina é de muito sucesso no que diz respeito a distribuição e penetração de nossos sinais nas diferentes plataformas, mas no Brasil tínhamos um déficit”, admitiu Zulueta. 

No entanto, o executivo afirmou que “isto já o solucionamos e neste momento estamos presentes nas duas principais plataformas de Televisão Por Assinatura do Brasil: Sky e NET. Eu acho que o mercado brasileiro vai ter muita importância para nossa empresa durante o 2018 e confio em que vamos a ter resultados muito satisfatórios”.

Sem restar importância a nenhum território na América Latina, o presidente da AMC Networks International, Iberia & Latin America disse que “tradicionalmente, a empresa tem tido uma presença muito forte na Argentina” e destacou o México como “um mercado que durante o 2017 cresceu notavelmente em distribuição e ratings, com aumentos de dois dígitos em todos os sinais, principalmente na AMC e El Gourtmet”. 

Finalmente, Zulueta falou do público em geral e afirmou que “a audiência sempre se comporta da mesma maneira: vai procurar o melhor conteúdo. Não obstante, tem uma coisa que muda e é a forma como é consumido esse conteúdo”. Acabou agregando que “Neste momento, pelas novas tecnologias, o espectador pode consumir o que quiser, quando quiser e onde quiser; e a indústria está se adaptando a isso. Eu acho que os sinais lineais vão seguir tendo vigência porque é muito importante ter a capacidade promocional que tem um canal. É claro que vai existir uma oferta cada vez mais amplia e competitiva de plataformas”.   

Por Federico Marzullo

 

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